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Mostrando postagens com o rótulo poesia

PORTAS E JANELAS

Em cada história há uma porta, uma janela. Portas abrem-se e fecham-se. Há de ter um vento, uma mão. Atrás da porta o relato de uma história que ainda será contada. Finais felizes, tristes ou inacabados. Quem saberá ao certo? Qual trilha sonora levará ao melhor caminho? A que responde a uma batida insistente ou a que açoita a porta? O vento sopra e varre esperanças, sonhos, desejos... traz o medo e a insegurança em suas asas.  Mas onde há porta há janela. Numa corrente de ar, tudo oque vem vai. Ao fechar a janela, preserva-se o bem que a brisa traz. Sempre haverá um dia, uma hora, uma estação, um momento dentro do tempo que mora atrás da porta, que será seu. Sua história, seu caminho, sua porta. Por Solange Lima

QUANDO O POETA SE CALA

O poeta fala com sua alma Derrama-se quando ela encontra-se em trevas. Quando o poeta se cala, entristecem-se todas as letras. De formas diversificadas cada poeta exprime suas mazelas, seus temores, amarguras, fracassos, decepções ou tão somente sua perplexidade diante da vida. Tal qual o pintor que faz seu traço de forma impar, o poeta doa-se de maneira particular, embora compartilhe sua dor com todos os olhos que se entregam as suas linhas decoradas de letras que falam. O amante da poesia pode deparar-se com letras objetivas, que narrem com simplicidade a vida como ela é, ou ainda embebedar-se da mais profunda fonte de delírios poéticos. Ou quem sabe, viajar para um mundo de imaginação guiado por tão enigmáticas rimas. Talvez enamorar-se por românticas declarações de amor vestidas de letras e carregadas de sentimentos. Todo poeta vive seu próprio conflito. Uns são tão intrigantes que torna-se impossíveis travesti-los de poema.  A fonte da criatividade parece par...

COMO FECHAR A PORTA?

Estou em uma montanha russa que chacoalha e chacoalha sem parar. Está tudo revirado e remexido aqui dentro. Não tenho certeza de mais nada. Não sei mais se quero o que é certo ou o que desejo. O que desejo me preenche mas me fere, O correto me rasga, me sangra e não me preenche. Estou livre mas não sei o que fazer com essa liberdade. Quero odiar mas ao invés disso, amo. Amo mas me perturbo com esse amor. As dúvidas são constantes, os medos recorrentes e as decisões adiadas. O futuro está sendo desenhado agora e os traços desse desenho não são firmes nem coloridos. Quem e como serei eu amanhã após minha permissividade presente? É tudo confuso, dúbio, intrigante mas deliciosamente necessário. O fim bateu à porta pedindo passagem.  Abrindo-se ela o deixou ir. Ele se foi, mas não a fechou. Veio a ventania, escancarou a porta e revirou tudo por dentro. No meio da bagunça desejou-se a ordem, colocar tudo em seu devido lugar. Mas onde estão as peças e...

QUANDO A PALAVRA DEVE QUEBRAR O SILÊNCIO?

Há quem prefira o vazio das palavras, eu prefiro o barulho do silêncio. Se for para quebrá-lo que seja com poesia. Que a energia de meus lábios estejam na ponta do lápis ao deitar as palavras sobre o papel em branco. Que minha voz seja uma melodia a vestir de gala minha poesia, não mais que isso. Que eu tenha sensibilidade para imprimir no papel as palavras certas no tempo exato. Que meu ouvido ouça e meus lábios se velem a esperar o momento de musicar as palavras que se fizerem necessárias. Que a sinceridade no brilho de meus olhos e nas rimas de minha poesia delatora de minha alma ditem as notas musicais de minhas falas. Há tanta beleza na sabedoria do silêncio quanto na palavra branda que  no tempo certo, desvia o furor. A ansiedade é inimiga da sabedoria e um veneno que impregna as palavras ditas fora de tempo ou a seu tempo mas de forma errada. Controle o ritmo de seu coração, adestre seus lábios e aperfeiçoe seus ouvidos para que suas palavras sejam sempre um bálsamo ao invés...