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Mostrando postagens de Dezembro 17, 2011

COMO FECHAR A PORTA?

Estou em uma montanha russa que chacoalha e chacoalha sem parar. Está tudo revirado e remexido aqui dentro. Não tenho certeza de mais nada. Não sei mais se quero o que é certo ou o que desejo. O que desejo me preenche mas me fere, O correto me rasga, me sangra e não me preenche. Estou livre mas não sei o que fazer com essa liberdade. Quero odiar mas ao invés disso, amo. Amo mas me perturbo com esse amor. As dúvidas são constantes, os medos recorrentes e as decisões adiadas. O futuro está sendo desenhado agora e os traços desse desenho não são firmes nem coloridos. Quem e como serei eu amanhã após minha permissividade presente? É tudo confuso, dúbio, intrigante mas deliciosamente necessário. O fim bateu à porta pedindo passagem.  Abrindo-se ela o deixou ir. Ele se foi, mas não a fechou. Veio a ventania, escancarou a porta e revirou tudo por dentro. No meio da bagunça desejou-se a ordem, colocar tudo em seu devido lugar. Mas onde estão as peças espalhadas? Onde encaixá-las e de que jei…