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O MUNDO DE CADA UM

No dia 09 de junho de 2013, com o falecimento de meu irmão caçula, meu mundo virou de cabeça para baixo, mais do que isso, meu mundo tornou-se cinza e completamente solitário, particular. É como se eu vivesse inserida na sociedade, mas não estivesse nela. Isso me fez refletir sobre o mundo de cada um, que certamente é particular. A vida reserva para cada pessoa dores, alegrias e sortes diversificadas, sorte essa que por vezes nos desperta o desejo de nos recolhermos, de vivermos isoladamente ainda que estejamos acompanhados, cercados de pessoas, vivendo dentro do mundo de outros porque o seu mundo parece não existir mais.  Uma perda pode se dar de várias formas e as reações acerca delas também. Há quem passe por suas perdas serenamente e siga adiante sem avarias, mas há quem siga seu caminho faltando pedaços. A solidão é frequente ainda que aconteça em meio a uma multidão.  Então fiquei refletindo sobre os mundos de cada um, sobre a forma como as pessoas vivem suas ...

NÃO, EU NÃO SUPEREI

Sim, isso é sobre mim Não, o mundo não está normal. Está cada vez mais doente. Esfregam suas esquizofrenias em nossa cara diariamente e não nos dão o direito de termos demência.  Tem que ser saudável o suficiente para manter o sorriso no rosto enquanto dilaceram nossa paciência com doses diárias de egoísmo. Virtualidade solitária e julgamentos presenciais numa dosagem cavalar.  Enquanto o mundo vive sua loucura, eu sobrevivo arrastando correntes pelos corredores da Alameda 07-A, escorada no muro AD a observar o apartamento número 03, quem sabe dali saia algum conforto. Mas não, é só ilusão, desejo, vontade, saudade; daquelas que deprimem, abatem e reafirmam a solidão. Não, eu não superei . Diariamente pranteio e amargo sua ausência, sua contaminação. Fico imaginando como seria ter você aqui, causando no snapchat, posando no instagram, lacrando no twitter e divertindo o nosso dia a dia com suas frases de efeito e stand up comedy inerente. O mundo...

TAPETES

Tapetes podem esconder muitas realidades Onde fica o seu tapete? O que costuma varrer para de baixo dele? E não me diga que não utiliza dessa prática. Se você é um ser humano então inevitavelmente tem seu próprio tapete emocional e social. Sabe quando cansados de sentirmos dores de parto de tantas surras que a vida nos dá, decidimos ligar o dane-se? Pois é, nesse momento começamos a jogar todos os sentimentos ruins para de baixo de nosso tapete emocional. A cada rasteira, cada resposta atravessada, em todas as situações que você sente-se exausto emocionalmente para tomar alguma atitude e decide se fingir de morto, lá se vai mais sujeira para de baixo do tapete. Amores mal resolvidos, feridas não curadas, frustrações, decepções e tantas outras sujeiras emocionais são varridas para de baixo de um enorme tapete que acumula anos de história. Há quem varra a vida para de baixo do tapete. Vai sobrevivendo e se fingindo de morto enquanto pode. Um belo dia, resolve-se b...

AQUELA DOR

Aquela dor que vem não sei de onde e nem como. Aquele momento em que tudo vira uma coisa só. Diante de tantas perdas, choques de realidade, sonhos perdidos, castelos desmoronados, descobertas dolorosas, fracassos, idas sem voltas... tantos motivos para doer que você nem sabe ao certo por qual deles está sentindo dor, qual deles está limitando sua respiração ao espremer seu coração.  Momento em que tudo se confunde e você não sabe mais quem é, onde está e para onde deseja ir. Aquela sensação de olhar para o mundo, para as pessoas e não se ver inserido ali. Em qual reunião de grupo devo me colocar para posar para foto? Qual é meu lugar, minha tribo? Por que ainda estou de pé após tantas rasteiras?  Se estou aqui e de pé, deve ser por alguma causa, mas qual? Ainda estou vivo? Será apenas um sonho? Minha alma está vagando desconectada por aqui? Pessoas agindo de forma tão chocante que te leva a refletir se não é você que está fora do mundo e ainda não se ...