Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo personagem

NOTÍVAGO

Amo a noite porque ela me blinda das influências externas e me coloca em contato com meu eu. Enquanto dorme a moralidade, tomo posse de um mundo só meu. Abraço minha alma e me aconchego no conhecimento. Alimento-me dos banquetes solitários dos poetas. Enquanto descansa a avidez dos operários do sucesso, silenciosamente conduzo a trajetória dos anseios da minha alma. A serenidade da noite acalma minhas expectativas certificando-me de minha humanidade, neutralizando meus super poderes.  Por companhia só as estrelas, que brilham modestamente, sem anular a beleza do espetáculo sobre o negro palco, a caixa preta que parece ser a guardiã das respostas que os homens procuram. Prefiro a noite porque iluminar a claridade não me parece a forma mais autêntica de explorar minha energia. A escuridão da noite é o candeeiro de meus pensamentos. O palco da minha solidão, onde ensaio minhas personagens e aprimoro minha gênesis. REFLEXÃO DO DIA: " Assente-se solitário e ...

O SUPER OBJETIVO DA VIDA

Na mais profunda escuridão, solidão e silêncio, nasce uma personagem. O ator precisa entrar dentro do psicológico dela e traçar uma linha, um super objetivo para dar vida e fazer sentido a sua existência.  A gestação da personagem é complexa e difícil, o parto é tão doloroso e tão prazeroso quanto o nascer de um feto após 9 mêses na barriga de sua mãe. E apesar das luzes e multidão que acompanham ambos, ator e mãe, no momento em que trazem ao mundo a sua "criação", o ator sente-se completamente só, uma solidão em público. Enquanto o público vê o nascimento e crescimento de sua personagem, ele está completamente voltado para dentro de si, procurando sua personagem, mantendo contato emocional e psicológico com ela para que não se perca, não saia da linha de construção e acabe por ser ele próprio em cena. Na nossa vida vivemos sobre o palco, somos quem gostaríamos de ser ou quem as pessoas gostaria que fôssemos e não diferente do ator profissional vivemos em uma solidão em públi...