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PRECISO!

Preciso escrever! Não digo, desenho. Não há poesia, apenas palavras. Desconectas, implícitas, explícitas, expostas. Nudez velada. Fel, flores, dores, remédios, amores. Rimas permeadas de insensatez. Desalinho social Culto a solidão. Fadiga emocional Silêncio eloquente. Observância do empirismo  Rasa e complexa constatação. Melhores me são os anos, embora minhas juntas não acordem comigo.  Resignação paliativa na reconstrução. Novos culpados, antigas motivações. Caminhos Verdes, escuros, espinhosos, desertos, floridos, meus. Acantoados. Escritos, retratados, registrados, julgados. Refletidos em meu corpo.  Trilhados com meus pés, meus sapatos, meus calos. Caminhe com meus pés e terás o direito de dizer-me onde pisar. REFLEXÃO DO DIA : " Nunca digas: Por que foram os dias passados melhores do que estes? Porque não provém da sabedoria esta pergunta". ( Eclesiastes 7:10 ) -  http://www.bibliaonline.com.br/acf/ec/7 Obr...

FAXINA NA ALMA

Escrever é como colocar o dedo na garganta e vomitar. Pode-se ver pedaços do que sua alma ingeriu. Por mais que limpe, arrume, organize a sujeira toda, o odor denuncia o teor do alimento. O efeito para quem escreve é o mesmo para quem provoca um vômito; alívio! Todas as toxinas são lançadas fora, embora parte dela tenha sido absorvida. Se o homem pudesse imaginar que um dia alimentará os vermes ou saciará as chamas, aplicaria-se a enfeitar sua alma. Para o corpo água e sabão, para a alma perdão. Aliviar-se nas palavras é como passar perfume para disfarçar o mal cheiro. É expor a ferida para  higienização. Tal qual a paixão, que de tão inflamada necessita expandir-se para fora do coração, assim são os pensamentos que pulsam freneticamente até saltarem para o papel. Numa faxina explicita de sua alma, o escritor por vezes acaba lavando a consciência de quem o lê. Com muita propriedade escreveu Caio Fernando Abreu: " Quero estar perto de pessoas que sabem col...