Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo atuação

QUANDO VOCÊ SE PERDE DO PERSONAGEM

Que a vida é um grande palco e a arte de atuar é para todos os seres humanos todo mundo sabe. Até o mais corajoso e atrevido ser que ousa ser quem é, de cara lavada, sem máscara, guarda no fundo um tanto de verdade que não pode ser exposta, preserva-se.  Mas nessa loucura que é fingir ser quem não é, no afã de ser aceito ou imposto, de esfregar verdades possessivas na cara da sociedade, de condicionar-se a ser padrão, muitas vezes nos perdemos de nossos personagens.  Chega uma hora que a atuação fica tão insustentável que perdemos forças, falas, brilho e deixamos de ser o ator principal para sermos meros coadjuvantes, quando não, figurantes de nossas próprias vidas.  Imagine quão exaustivo é observar de fora a sua vida sendo conduzida por outro, a peça de sua história sendo redigita, dirigida e criticada por outrem. De tão exausto você passa a improvisar falas, dispensar direção e confundir ficção com realidade.  Quando você se perde de seu personagem j...

DO AVESSO

QUEM DERA PUDÉSSEMOS SER VISTOS DOS AVESSO As vezes o fel que umedece as palavras está boiando na superfície.  Há doçura no fundo da alma. Presa em um lamaçal de mágoas e afrontes, tentando se desvencilhar do lodo que o medo produz.  No feio encontra-se o bonito. Mas a carcaça gorda ou magra, alta ou baixa, com diploma ou sem, embaça a visão e compromete o entendimento.  Quem dera pudéssemos sair na rua virados do avesso, mostrando quem realmente somos. Talvez muitos solitários estariam acompanhados e muitos deuses gregos andariam só. Um sorriso largo embalado por doce voz e grande explanação de simpatia, pode esconder garras afiadas do mal. Uma sinceridade envolta em embalagem propensa a alto teor de discriminação, pode esconder a mais pura bondade e altruísmo.  Ah! Se pudéssemos desfilar nossos nudes da alma... Talvez não fosse necessário pintá-las, expô-las em redes sociais com belas máscaras.  Certamente não haveriam mais palcos, ...

PADRÃO DO AMOR

Quando vejo algumas cobranças entre casais de namorados ou cônjuges, me pergunto se há uma regra, um padrão para o amor, digo, não exatamente para o amor, mas para as formas de expressá-lo. Há no ar uma pergunta milenar, sem uma resposta convincente, sobre a infidelidade ser um termômetro para a falta de amor. Isto é, quem ama não trai? Ou seja, é uma regra do amor. Será? Dizem que para toda a regra há uma exceção. Outra regra bem comum é viver a maior parte do dia pensando na pessoa amada, mais do que em si mesmo. Em geral as mulheres, naturalmente mais sensíveis e sentimentais, cobram de seus parceiros uma postura mais piegas, desejam que eles a mantenham em seus pensamentos o dia inteiro, quando isso não acontece liga-se o pisca alerta que indica um nível de amor não correspondente ao esperado. O que estou sugerindo para essa reflexão é que talvez o amor tenha mil formas de se apresentar, de existir, frutificar, de ser expressado.  Não é porque seu parceiro não age exatamente co...