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PORTAS E JANELAS

Em cada história há uma porta, uma janela. Portas abrem-se e fecham-se. Há de ter um vento, uma mão. Atrás da porta o relato de uma história que ainda será contada. Finais felizes, tristes ou inacabados. Quem saberá ao certo? Qual trilha sonora levará ao melhor caminho? A que responde a uma batida insistente ou a que açoita a porta? O vento sopra e varre esperanças, sonhos, desejos... traz o medo e a insegurança em suas asas.  Mas onde há porta há janela. Numa corrente de ar, tudo oque vem vai. Ao fechar a janela, preserva-se o bem que a brisa traz. Sempre haverá um dia, uma hora, uma estação, um momento dentro do tempo que mora atrás da porta, que será seu. Sua história, seu caminho, sua porta. Por Solange Lima

AO INFINITO E ALÉM

O tempo existe para contar a história do homem. Cada indivíduo tem o seu tempo e sua eternidade. O desejo de poder numerar seus dias, faz com que o homem ande olhando para frente voltando-se intercaladamente para trás, em busca de algo que possa concertar e assim aumentar sua longevidade. A necessidade de não envolver-se com nada ou alguém, desenha uma mente que deseja viver livre como uma folha solta ao vento, que não tem raízes, logo, não tem hora para morrer. A sensação de estar solto ao vento, sem rumo, sem destino, sem amarras, sem visualizar o fim, imortaliza o homem que deseja romper a barreira da eternidade e viver uma única vez, para sempre. Quando olho para algo flutuando ao vento sinto uma aflição e uma perturbação que denunciam a limitação de minha mente. Ter raízes fincadas no solo ainda que signifique um final, me da a sensação de poder avistar onde posso chegar, apesar de que os olhos não alcançam a infinidade de nossas possibilidades.  Onde pousará a folha...

COMO FECHAR A PORTA?

Estou em uma montanha russa que chacoalha e chacoalha sem parar. Está tudo revirado e remexido aqui dentro. Não tenho certeza de mais nada. Não sei mais se quero o que é certo ou o que desejo. O que desejo me preenche mas me fere, O correto me rasga, me sangra e não me preenche. Estou livre mas não sei o que fazer com essa liberdade. Quero odiar mas ao invés disso, amo. Amo mas me perturbo com esse amor. As dúvidas são constantes, os medos recorrentes e as decisões adiadas. O futuro está sendo desenhado agora e os traços desse desenho não são firmes nem coloridos. Quem e como serei eu amanhã após minha permissividade presente? É tudo confuso, dúbio, intrigante mas deliciosamente necessário. O fim bateu à porta pedindo passagem.  Abrindo-se ela o deixou ir. Ele se foi, mas não a fechou. Veio a ventania, escancarou a porta e revirou tudo por dentro. No meio da bagunça desejou-se a ordem, colocar tudo em seu devido lugar. Mas onde estão as peças e...