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Mostrando postagens com o rótulo afeto

TEM ESSA COISA DE VIVER

E DE CAMINHAR SEM CARREGAR PEDRAS E tem também essa coisa de obter sucesso, conquistar o lugar ao sol, viver em sociedade, ser leal, gentil, amar o próximo, pintar a vida de cor de rosa. Tem que maquiar as máscaras, decorar as falas e garantir os aplausos. E tem também a maré puxando para o lado contrário. Tem o que você pensa e o que o outro pensa e o meio termo entre os dois. Tem que encontrar a fórmula de ser você e dizer o que pensa e ao mesmo tempo viver em harmonia com quem discorda de você. Tem o lance de ser sentimental e se magoar por qualquer coisa, ser tratado como um cristal frágil e ser visto como fraco e tem o lance de ser uma rocha e matar no peito todos os males que vierem lhe assolar e ser visto como saco de pancada que aguenta tudo. Carinho e afeto  parece ser unanimidade, todos necessitam, mesmo os brutos. Mas há quem não saiba da-lo, ou tenha escolhido não fazê-lo. Tem essas coisas todas e ainda tem que estar atento aos vendavais e terremotos, t...

CRIANÇA ROUBADA

Aproximando-se o dia das crianças, todo mundo entrando na brincadeira de mudar a foto do perfil do facebook, isso me levou a pensar em como era ser criança nos anos 70, 80 e 90. Era mais ou menos assim: Não tínhamos nada, mas tínhamos absolutamente tudo. Os pais eram mais presentes, por que não havia essa necessidade desenfreada de trabalhar quase que 24 horas por dia para manter um padrão de vida no mínimo digno, entenda-se por digno, ter celular, smartphone, notebook, tv a cabo, carro, internet, etc Ser criança era brincar na rua, de esconde-esconde, pega-pega, rouba bandeira, taco, corrida, lenço atrás, saquinho de arroz, bolinha de gude, boca de forno, elástico, gosta deste, ciranda, bola, queimada, sempre ao ar livre, eramos livres, os bandidos é que viviam presos. Nossa criatividade era estimulada constantemente, desenvolvíamos nossos próprios brinquedos, uma folha de caderno virava um teclado de máquina de escrever(hoje substituída pelo computador), uma caixa de s...

QUANDO SÓ A BOCA FALA

É intrigante, mas ao mesmo tempo que amo as palavras as repudio, na maioria das vezes. Gosto das palavras quando deitadas sobre o papel, expressando a alma do poeta. Ou quando travestidas em cenas sobre o palco, na tela da tv ou do cinema. Quando são sinceras e pertinentes. Quando antes de chegarem aos lábios, passaram pelo coração. De outra forma não me atrai, não me agrada. Já ouvi inúmeras vezes palavras tão bonitas e que afagam a alma, mas que não passavam de palavras. Florias, enfeitadas, com a melhor das intenções, mas ainda assim, vazias. Lá, dentro do coração de quem as pronunciaram alguma coisa não batia, pelo menos era isso que se via nas atitudes tão distantes do significado das palavras ditas. Quem muito fala pouco faz, pouco sente. Amor, afeto, amizade, se demonstra em pequenas e simples atitudes e gestos. O silêncio por trás de uma mão estendida vale muito mais do que um milhão de palavras bem intencionadas. Então, se você deseja demonstrar todo o seu amor, carinho, admir...