Pular para o conteúdo principal

PADRÃO DO AMOR

Quando vejo algumas cobranças entre casais de namorados ou cônjuges, me pergunto se há uma regra, um padrão para o amor, digo, não exatamente para o amor, mas para as formas de expressá-lo.
Há no ar uma pergunta milenar, sem uma resposta convincente, sobre a infidelidade ser um termômetro para a falta de amor. Isto é, quem ama não trai?
Ou seja, é uma regra do amor. Será?
Dizem que para toda a regra há uma exceção.
Outra regra bem comum é viver a maior parte do dia pensando na pessoa amada, mais do que em si mesmo.
Em geral as mulheres, naturalmente mais sensíveis e sentimentais, cobram de seus parceiros uma postura mais piegas, desejam que eles a mantenham em seus pensamentos o dia inteiro, quando isso não acontece liga-se o pisca alerta que indica um nível de amor não correspondente ao esperado.
O que estou sugerindo para essa reflexão é que talvez o amor tenha mil formas de se apresentar, de existir, frutificar, de ser expressado. 
Não é porque seu parceiro não age exatamente como você idealiza, que ele não te ama.
O amor se apresenta com os aspectos da essência que o abriga, ou da adaptação dessa essência.
Há a possibilidade do amor ser demonstrado exatamente da forma que você deseja. 
Mas nesse caso, certamente terá sido feito um esforço na tentativa de preservar o relacionamento, protegendo-o dos desgastes das eternas cobranças.
Ou seja, não é natural, não é de coração e tão pouco confortável para quem está atuando.
Muito dificilmente você encontrará alguém que além de amá-lo, expressará esse amor exatamente como você sempre idealizou, ou como você expressa.
Isso porque as pessoas são diferentes e é exatamente essa diferença que nos aproxima.
Por tanto, se você ama e é amado, apenas viva esse amor sem complicar o que é tão simples.
Abra mão das cobranças e dos jugos. 
Amor combina com liberdade e serenidade.
Liberte-se das idealizações e ame a verdade do amor que lhe é oferecido.

REFLEXÃO DO DIA:
"Porque não sabe o que há de suceder, e quando há de ser" 
(Eclesiastes 8:7) - http://www.bibliaonline.com.br/acf/ec/8
  • para entrar me contato com Solange Lima mande e-mail para "oblogdasolangelima@hotmail.com"

Comentários

Postagens mais lidas

SINCERIDADE... PRA POUCOS

Estive pensando sobre esse negócio de sinceridade. As pessoas hipocritamente dizem que gostam da sinceridade.  - Como fui na minha apresentação? Seja sincero! Mentira! Ela quer que você minta e diga o que ela quer ouvir, claro. Partindo do princípio de que esta pessoa está pedindo a opinião da outra em relação a um trabalho realizado por ela, significa que a mesma sente-se insegura e precisa da aprovação do outro, precisa ter sua convicção reforçada, seu talento reconhecido. Logo, se o outro aponta falhas na execução do trabalho, sua confiança é automaticamente abalada. Ou seja, as pessoas não estão preparadas para a sinceridade. Querem ouvir a mentira. Um amigo meu uma vez me disse que a mulher não está pronta para um homem sincero, que diz a verdade. Disse que se um homem chega na mulher e fala quais suas reais intenções, ela se choca, se recente e o manda passear, mas se esse mesmo homem chegar com a mesma intenção(nada nobre por sinal) e mente, camufla seus reais desejos, ela o...

MEUS 41 ANOS

E LÁ SE VÃO 40 E TANTOS  Quando era menina sonhava em fazer 15 anos, achava linda essa idade. Depois que completei 15 almejava ansiosamente completar 18 para poder ser livre, tomar minhas próprias decisões, como se isso fosse possível com os pais que Deus me deu, mas não custava sonhar. Ao completar 20 me achava plena. Amava ter 20 e depois 20 e tantos anos, acho que me sentia cantada em versos pelo Fábio Jr em sua canção 20 e poucos anos, já que eu era muito fã dele. Sim, eu também tive um passado negro. Quando completei 30 anos surtei geral. Me soava pesado o som -   TRINTA! Tive minha filha com 29 e achava o máximo me iludir com a ideia de ter sido mãe com 20 e poucos anos, embora fossem 20 e muitos. Achava que não tinha como ficar mais velha do que isso, TRINTA ANOS! E quando menos percebi, quase que em um piscar de olhos eu estava com 40 anos. QUA - REN - TA ! O mais curioso é que diferentemente dos 30, me senti muito bem. Os 40 anos me troux...