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O INVERNO DO VERÃO

Assim como as estações não cumprem mais o seu papel dentro de seu tempo, o homem não se encaixa mais dentro de sua idade cronológica.




É comum ver meninas de 10, 11,12 anos que antes brincavam de boneca, hoje desfilarem de mãos dadas com um namorado.
Nas universidades,vimos senhores e senhoras que antes estariam em casa cuidando do lar ou atrás de uma mesa a espera da aposentadoria.
Todo mundo corre para ser alguém.
Quem anda, fica para trás.
Numa conversa informal com Deus, indagava-lhe sobre as pessoas que parecem ter sido escolhidas para se destacarem. Parecem já ter nascido para aquele fim.
É claro que não pude ouvi-lo me responder e sigo com essa inquietação.
Isso porque sempre gostei de observar a vida, percebo que há quem corra incansavelmente para alcançar um lugar e nunca consiga chegar. E há quem simplesmente esteja no lugar certo, na hora certa.
Nessa matemática, há pessoas com mais de 40 anos subordinadas a jovens de menos de 30.
E jovens que deveriam estar na escola preparando o seu futuro, ocupando o seu presente com situações adversas nas quais não deveriam se prender.
A sociedade olha para essas pessoas com desaprovação, como que os dando o diploma de fracassado. 
Se você passou da idade média das conquistas e ainda não conseguiu nem a sua casa própria, desista de sentir pena de si.
Há tempo ainda. Se ha vida em você, ha grandes chances de virar esse jogo.
Não importa como o mundo te vê, importa sim como você se vê.
Se você não foi o escolhido para se destacar ainda jovem, escolha-se para chegar ao menos a um lugar confortável, onde sua alma possa regojizar-se e sua auto estima seja estimulada. 
Nem todo mundo nasceu para rei, mas certamente todo mundo nasceu com o direito de ser feliz.
E quem disse que a felicidade mora apenas nos grandes feitos, nas grandes conquistas?
Ela mora onde você sentir-se aconchegado, em palácios ou palafitas. 
Se é só até aí que queres chegar, se nesse lugar a sua alma sente-se aquecida, então já alcançastes o sucesso.
Bora tomar posse do seu lugar?


Por Solange Lima

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