
Eu via!
Via tudo
E sofria.
As vezes calada, as vezes lamentando, outras reclamando e na maioria delas, escrevendo
Via o descaso
A indelicadeza
A falta de carinho
Os motivos
As finalidades
O foco...
E quanto mais olhava mais via o que não queria ver
Meu coração se feria ao mesmo tempo que o amava
Me perguntava por que simplesmente não saía andando em direção a minha razão
E então decidi não mais ver
Fazer de conta que tudo era perfeito
Calei-me
Ceguei-me e doei-me sem nada mais exigir
Desde então meus olhos foram curados
E hoje conseguem ver amor, companheirismo, cumplicidade, paixão, desejo, carinho, consideração...
Quando olho bem, ainda vejo certa distância, medo, insegurança...
Mas não apenas meus olhos foram curados, minha alma também fora
E dessa forma consigo ignorar o feio e me deter somente ao belo nesse envolvimento sem leis e sem regras
Onde ama quem consegue e retribui quem assim desejar
Sendo essa já uma regra subtendida
Dessa forma, somos livres
Mas sem notarmos, ou quem sabe notamos mas decidimos não ver
Acabamos nos entregando ao amor livremente
Sem peso, sem culpa, sem jugo
Sem limites
E estamos descobrindo que o amor pode ser apenas felicidade.
Quando deixamos de projetar no outro os nossos próprios interesses e o vemos apenas como uma bela alma,
Livre...
Para ser amada e para amar, se e quando desejar.
FACES DO AMOR.
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