Pular para o conteúdo principal

ESPAÇO VAZIO

Por que temos a necessidade de preencher os espaços vazios?


Já reparou como ficamos incomodados quando no meio de uma conversa, o assunto parece se esgotar, e fica um silêncio? 
Imediatamente fala-se qualquer coisa, apenas para preencher aquele espaço vazio.
Fico me perguntando... por que temos tanta inquietação mediante o silêncio?
Será que no silêncio de uma conversa nos incomoda o fato de estarmos sendo lidos, analisados, avaliados? 
O vazio é um lugar onde não queremos estar. 
O resgate de si mesmo, o se conhecer, permite um preenchimento que bloqueia qualquer tipo de solidão e extingue todo vazio. Mas fugimos de nós mesmos. Talvez por desaprovação de quem somos ou de quem nos tornamos.
O que somos hoje não reflete quem somos de fato. Parte de nós está ali, porém, é olhando para dentro, é buscando no vazio, no silêncio, que encontramos quem realmente somos. 
A essência não muda. Alteram-se valores, conscientização, posturas, entendimentos, visões, personalidade... mas a essência permanece.
O vazio é um lugar para ser ocupado por você mesmo. 
O silêncio de uma conversa preenche-se com uma escuta de qualidade que gera a compreensão do outro e produz empatia. 
Aceite o vazio, aprenda a lidar com ele.
Dentro do "nada" pode haver tudo. 
Há sempre algo para se aprender com ele.


Por Solange Lima 
e-mail: solangelimaproducoes@hotmail.com 
WhatsApp (13) 98129 3515

Comentários

Postagens mais lidas

VOCÊ É LÂMPADA OU VELA?

Qual a fonte de sua luz? Ser vela é poético e altruísta.  Tem luz própria e sua luz é compartilhada de forma a clarear quantos ambientes forem possíveis. Doa-se em favor do outro. Porém, desgasta-se no processo, se consome até que não reste mais nada, nenhum facho de luz.  A fonte é própria e finita, não há onde recarregar.  Ser lâmpada é iluminar sem se desgastar.  É ser luz buscando energia em outra fonte.  A fonte é Jesus , a luz do mundo .   A lâmpada se ilumina e leva a luz para os outros. Pode iluminar quantas pessoas e ambientes forem preciso, não há desgaste pois tem onde recarregar.  Tal qual a vela, a lâmpada é altruísta e doa-se em favor do outro, mas tem consciência que não é capaz de ser sua própria fonte de energia, que não consegue iluminar o mundo sem se desgastar.  Reconhece sua limitação e busca se alimentar antes de alimentar o outro. Você é vela ou lâmpada?  Você ilumina ou clareia?  ...

SEU MORTO

Cada um com o seu Nunca se falou tanto sobre morte como nos últimos 2 anos. Esse cenário é revelador, nos mostra muito do ser humano e sua individualidade coletiva.  Deseja-se militar por uma igualdade de valorização da vida, no entanto, os mortos anônimos são velados por seus entes queridos que choram a perda e sofrem sua dor isoladamente. Já os famosos, os que merecem atenção, são velados em rede nacional, recebem aplausos, passeatas e abaixo-assinado. A verdade é que a dor é solitária, sempre foi e sempre será, mas os anônimos são solitários e abandonados. O luto é completamente exclusivo, inesperado, individual e sombrio. Tem tempo, cheiro, cor, nuances e muita escuridão. Cada pessoa reage de forma única à sua perda. Há quem vele seu morto até que sua própria morte chegue. Há quem se negue a viver essa separação e siga a vida como se nada a tivesse chacoalhado.  Há mortes que enterram histórias, há outras que enterram traumas, outras, desilusões, sonhos, planos e outras ta...