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O DIA EM QUE EU LI O MUNDO

Notei meu analfabetismo


O dia em que li o mundo entendi que as pessoas dizem "não" quando querem dizer "sim" e "sim" quando querem dizer "não"; que um talvez significa: Não sei o que eu quero ainda. Ou... Não tenho coragem de te dizer não, estou ganhando tempo com a esperança de você desistir.
Li também que as pessoas que criticam as outras sempre notam seu próprio reflexo e que as que se ressentem com as críticas sempre encontram verdades dentro delas.
Li que a exposição na verdade é a maneira mais fácil de esconder perfis e que se reguardar excessivamente escancara sua alma.
Tinha também um ponto final onde cabia uma vírgula embaixo dele e várias vírgulas onde deveria ser um ponto final. 
Aliás, encontrei vários erros de pontuação na leitura do mundo. É tanta exclamação, tanto ponto sobre ponto, um monte de travessões e uma escassez de interrogação. 
Erros gritantes de concordância e um total desconhecimento do uso correto do plural.
Mas apesar da pobreza literária que as linhas do mundo apresentam, descobri algo muito rico. Há muitas entrelinhas e subtextos. 
E nas entrelinhas entendi que a leitura do mundo é feita toda em subtextos, compreendida de acordo com o grau de auto conhecimento do leitor. 
Quanto mais você se conhece, mais você entende a leitura que faz do mundo. E nas entrelinhas sempre há espaço para a sua redação, o seu ponto e vírgula, seu travessão.
Talvez você não precise de aulas de interpretação de texto, só precise de uma aula de auto análise. 





Por Solange Lima 
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