Pular para o conteúdo principal

MARIA SOLIDÃO

A SOLIDÃO É UMA EXCLUSIVIDADE DA ALMA



A alma afligida por motivos tolos recorrentes, potencializados inconscientemente, vive uma silenciosa exclusividade.
Não suporta convier com a normalidade ou a loucura alheia, tão pouco suporta sua insanidade.
O abismo é logo ali, dentro de si.
Maria solidão é sozinha na multidão.
Volta-se para as dores de sua alma e acalenta seus escombros mais sombrios.
São diversas as razões que a fazem peregrinar pelo silencioso barulho ensurdecedor de sua alma e por gélidas noites, sem que haja manhã, tarde, raios de sol.
Na janela ferrolhos fixos, não se atreveria a movê-los em direção a liberdade. 
Poderia quebrar as algemas que a prendem ao algoz de sua alma, mas escolhe agarrar-se a tudo o que remete a ele para garantir a platéia de sua amarga solidão acompanhada.
Não há quem baste, não há o que a supra, não há interesse.
Vestida na roupa de sua personagem, carrega consigo o resultado do laboratório de sua preparação.
Maria solidão sou eu, você, somos todos nós no meio da multidão, em todo lado, em toda parte, dentro de cada um.
A pior solidão é estar acompanhada de qualquer um que não seja você mesmo.
Não há coerência tão pouco justiça em esperar de alguém o sorriso de sua alma.
Solidão é estado de espírito. 



Por Solange Lima

Comentários

Postagens mais lidas

VOCÊ É LÂMPADA OU VELA?

Qual a fonte de sua luz? Ser vela é poético e altruísta.  Tem luz própria e sua luz é compartilhada de forma a clarear quantos ambientes forem possíveis. Doa-se em favor do outro. Porém, desgasta-se no processo, se consome até que não reste mais nada, nenhum facho de luz.  A fonte é própria e finita, não há onde recarregar.  Ser lâmpada é iluminar sem se desgastar.  É ser luz buscando energia em outra fonte.  A fonte é Jesus , a luz do mundo .   A lâmpada se ilumina e leva a luz para os outros. Pode iluminar quantas pessoas e ambientes forem preciso, não há desgaste pois tem onde recarregar.  Tal qual a vela, a lâmpada é altruísta e doa-se em favor do outro, mas tem consciência que não é capaz de ser sua própria fonte de energia, que não consegue iluminar o mundo sem se desgastar.  Reconhece sua limitação e busca se alimentar antes de alimentar o outro. Você é vela ou lâmpada?  Você ilumina ou clareia?  ...

Oi! COMO VOCÊ ESTÁ?

TIC.. TAC...  Esse é o som interno que soa dentro de nós quando perguntamos: Tudo bem? O homem máquina da sociedade moderna usa essa pergunta como se estivesse batendo o relógio de ponto para começar o dia de serviço. O termo "tempo é dinheiro", nunca foi tão real e usual como agora.  Se alguém te disser: Oi, tudo bem? Limite-se a responder. "Sim". Alguém que faz essa pergunta, certamente tem dentro dele, um tic tac. Ele não tem tempo ou interesse de saber de fato está tudo bem. Quando se tem interesse, empatia, a pergunta é colocada dessa forma: "Oi! Como você está?"   Ouvir não significa estar ali parado, enquanto a outra pessoa usa seu ouvido como o muro das lamentações, e sua mente vai divagando acerca do que você tem pra fazer, em como se livrar o quanto antes daquela "conversa", em como responder ao que a pessoa está falando, em como seus problemas são bem maiores que os dela, etc. Ouvir significa se colocar no lugar do ou...