Pular para o conteúdo principal

A POLÍTICA DA BOA VIZINHANÇA

Esse negócio de política da boa vizinhança é muito bom, para quem não sofre do nervos.
Eu particularmente abro uma nova ferida em minha gastrite cada vez que tenho que exercitar a falsa simpatia.
Decididamente não é algo que me agrada ter que fingir algo que não sinto, suportar alguém que me desagrada profundamente, engolir sapos, contar até dez, se fingir de morta, surta, muda...
Sou do tipo que chama pra conversar, coloca as cartas na mesa, pergunta qualé que é.
É como enjaular uma fera. 
É assim que me sinto cada vez que tenho que suportar pessoas e situações que me desagradam, que eu desaprovo, que me incomodam. 
Queria poder estar apenas com quem gostaria de estar, nos lugares e momentos que eu desejasse estar, mas infelizmente não é assim que a banda toca e precisamos das pessoas no mundo, mesmo das que não gostaríamos de precisar.
Sendo assim, reforcei meu estoque de remédio contra a gastrite, acabei com os maracujás da feira e treino em frente o espelho todos os dias o meu número de "sou super calma e compreensiva" 
Respire fundo e conte até dez, ou acumule rugas e queimação no estômago.

REFLEXÃO DO DIA
"E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria."
(I CORÍNTIOS 13:03) - http://www.bibliaonline.com.br/acf/1co/13

Comentários

Postagens mais lidas

QUEM PODE EXPLICAR?

Quem pode explicar por que o ser humano tende a se afeiçoar e desejar as pessoas que os tratam com indiferença, preterindo aquelas que oferecem amor, carinho e atenção? Por que conseguimos amar mais ao outro do que a nós mesmos? Por que somos capazes de perdoar o outro mas não a nós mesmos? Por que criticamos nossos pais mas repetimos os passos deles? Por que colhemos com uma rapidez incrível aquilo que plantamos de ruim e demoramos quase que uma vida inteira para colhermos nossas boas ações? Por que nos ressentimos com coisas que fazem contra nós, mas fazemos o mesmo com outros? Por que não conseguimos simplesmente respeitar o posicionamento do outro sem querer mudá-lo? Por que transformamos o que era pra ser suave, pleno e belo em dores e feridas profundas em nossos relacionamentos afetivos? Por que nascemos com uma essência e ao longo da vida somos obrigados a sucumbi-la se quisermos sobreviver a sociedade, ao sistema, a humanidade? Por que os mal feitores sempre se dão bem e os moc...

DIÁRIO DE BORDO

Sensação de nada, indo para lugar algum. Vontade de ligar o botão do dane-se. Desejo de colocar ponto final onde há anos tem uma vírgula. Expectativas que veem e vão. Castelos desmoronados e reerguidos incontáveis vezes. Viagens ao fundo do ego... tantas! Reflexões sobre o amor. Vontades que parecem o limite do mar. Crescem, se erguem, criam força, se exibem e quebram-se no fim da linha, recuam timidamente. Inveja da pessoa que dizem que sou. Medos disfarçados de inabilidade.  Compreensão saturada. Complexo de Pilatos. Se você sente-se assim as vezes, bem vindo ao mundo, a vida, a realidade. Nosso diário de bordo deveria mesmo ser escrito não apenas internamente, mas registrado de fato, como uma foto, mostrando o vai e vem, o sobe e desce emocional que define nossa personalidade. Quer saber quem és? Leia-se!  REFLEXÃO DO DIA: Achaste mel? come só o que te basta; para que porventura não te fartes dele, e o venhas a vomitar.  (Provérbios 25:16) -  http://www.bibliaon...