Pular para o conteúdo principal

LUTA INJUSTA

Lutar contra a própria essência.
Não há luta mais injusta, árdua e exaustiva do que essa.
Principalmente quando você gosta da sua essência mas precisa alterá-la para se adaptar ao meio, para sobreviver sem que tenha que se arrastar ou sangrar com feridas abertas e expostas.
Parece que a cada ano o mundo fica um tanto mais cruel, frio, insensível, fútil, desumano e impiedoso com quem não se adapta ao sistema e vive em seu mundo particular.
Quem nunca se sentiu sem lugar no mundo?
É preciso muita raça, garra, auto confiança, amor próprio, perseverança e determinação para ser exatamente como é, sem adulterar sua origem.
Ninguém te obriga a mudar, a própria vida se encarrega disso.
A cada rasteira que você leva, a cada decepção, a cada ferida feita e cada sangramento novo em cima dessa ferida, você vai se adaptando, descobrindo formas de se proteger, de não sofrer, de se defender e quando se dá conta, já não é mais metade do que era.
Eu amo minha essência e sinto dores de parto ao ter que me separar dela para não ser engolida viva e manter minhas emoções minimamente saudáveis. 
É uma luta constante e desumana. 
Por vezes minha essência ganha, deixou-a gritar, quebro a barreira do silêncio, mas isso me custa noites de sono perdidas, lágrimas derramadas e mais uma conversa com Deus sobre o infindável tema:
O que estou fazendo aqui se nem mesmo posso ser quem eu sou?
Não sei quanto a você, mas eu adoraria poder amar intensamente, me doar, cuidar, proteger, admirar e me dedicar à pessoa que meu coração escolher, sem ter que me preocupar em proteger-me contra o egoísmo do outro, sem me sentir uma idiota, ingênua, sem me expor à magoas e feridas causadas por não ter meu amor valorizado e recebido de coração aberto.
Por que no mundo de hoje, nem mesmo na sinceridade do amor as pessoas acreditam, e te ferem antes de serem feridas.
Preciso ser quem não sou, tenho que escolher entre ser machucada ou me violentar.
É uma luta injusta assim como quase tudo nessa vida.
Enquanto viver vou me perguntar: O QUE ESTOU FAZENDO AQUI?

REFLEXÃO DO DIA:
"Pois, quem sabe o que é bom nesta vida para o homem, por todos os dias da sua vida de vaidade, os quais gasta como sombra? Quem declarará ao homem o que será depois dele debaixo do sol?" 
(Eclesiastes 6:12) - http://www.bibliaonline.com.br/acf/ec/6
  • para entrar me contato com Solange Lima mande e-mail para "oblogdasolangelima@hotmail.com"

Comentários

Postagens mais lidas

FOBIA DE LAGARTIXA

Você não é o(a) único(a) a temer esses monstros. Essa é a primeira informação que deves ter. Das mais de 600 postagens desse blog, essa é a campeã de leitura. Tem presença fixa em primeiro lugar na lista das mais lidas da semana. São mais de 6.791 pessoas que leram essa postagem, mais de 68 comentários, ou seja, pelo menos há mais 6.700 pessoas que sentem o mesmo medo que você, e esse número cresce todos os dias. Por tanto, ignore aqueles que te apontam tirando sarro do seu medo, cada um sabe o que sente. Agora, boa leitura! Espero que encontre aqui alguma ajuda. FOBIA   nome genérico das várias espécies de medo mórbido      aversão a alguma coisa Herpetofobia  — medo de répteis ou coisas que arrastam. Gente, quem aí tem medo de lagartixa ? Eu não tenho medo! Tenho pavor, pânico,terror, desespero... tudo o que você possa imaginar. Costumava ficar paralisada diante de uma quando era criança, só gritava sem parar, mas e...

MEUS 41 ANOS

E LÁ SE VÃO 40 E TANTOS  Quando era menina sonhava em fazer 15 anos, achava linda essa idade. Depois que completei 15 almejava ansiosamente completar 18 para poder ser livre, tomar minhas próprias decisões, como se isso fosse possível com os pais que Deus me deu, mas não custava sonhar. Ao completar 20 me achava plena. Amava ter 20 e depois 20 e tantos anos, acho que me sentia cantada em versos pelo Fábio Jr em sua canção 20 e poucos anos, já que eu era muito fã dele. Sim, eu também tive um passado negro. Quando completei 30 anos surtei geral. Me soava pesado o som -   TRINTA! Tive minha filha com 29 e achava o máximo me iludir com a ideia de ter sido mãe com 20 e poucos anos, embora fossem 20 e muitos. Achava que não tinha como ficar mais velha do que isso, TRINTA ANOS! E quando menos percebi, quase que em um piscar de olhos eu estava com 40 anos. QUA - REN - TA ! O mais curioso é que diferentemente dos 30, me senti muito bem. Os 40 anos me troux...